Congresso de leitura propõe reflexão sobre vozes dissonantes

09/07/2018

O COLE (Congresso Leituras Dissonantes), que acontece a cada dois anos na Unicamp desde 1978, propõe um olhar diferente para a leitura, que ultrapassa os limites da palavra escrita em sua 21ª edição.  O evento é o principal congresso na área de leitura no Brasil.  Os participantes serão convidados a pensar a leitura e a educação a partir do prisma das vozes dissonantes.  

Conheça o COLE: cole-alb.com.br/

Vozes dissonantes são todas as vozes que, de alguma maneira, fazem a nossa língua oficial variar e propõem outra maneira de pensar.  São as vozes, ou línguas, indígenas, africanas e afro-brasileiras.  São as vozes das mulheres, das crianças, dos velhos.  Vozes que vêm sendo silenciadas e invisibilizadas.  As atividades acontecerão entre 10 e 13 de julho, no Centro de Convenções, Casa do Lago e Faculdade de Educação.

A proposta é resgatar um modo de entender a leitura muito próximo de Paulo Freire, em que ela é pensada como uma leitura do mundo e não só a leitura da palavra.  Além de olhar para literaturas dissonantes como a indígena e a feminista, o congresso propõe a escuta de outras formas de expressão presentes na linguagem oral, na linguagem corporal e na relação com o outro, que marcam a escrita, a relação com a palavra e nosso modo de pensar.

As quatro conferencistas mulheres darão o tom do debate.  A poetisa e cantora Déa Trancoso, do Vale do Jequitinhonha, interior de Minas Gerais, abrirá o evento com uma conferência poético-musical.  Ana Godinho, filósofa portuguesa, abordará as variações da língua na conferência “A língua vai para onde ela quiser”.  A formação de professores por meio da escrita biográfica será apresentada por Maria da Conceição Passeggi.  E o debate sobre literatura e feminismo será trazido por Amara Moira, mulher, trans, escritora e doutora em Estudos Literários pelo Instituto de Linguagem (IEL) da Unicamp.

Outro destaque do evento será o debate sobre literatura indígena.  Majoritariamente escrita em português, no caso brasileiro, conta as narrativas das aldeias para os não-indígenas.  Tradicionalmente passadas de geração a geração por meio da linguagem oral, essas histórias ganham tratamento literário e criações nas mãos de escritores indígenas.  Elas nos ensinam sobre o que é ser indígena, o que é viver na floresta, o que é escutar a floresta e o que é estabelecer outra relação com o mundo.  Este debate será conduzido por Daniel Munduruku, escritor indígena e professor visitante da FE (Faculdade de Educação).

A programação inclui ainda mesas redondas, rodas de conversa, comunicações de trabalhos acadêmicos, lançamentos de livros e exposições.  As inscrições podem ser realizadas pelo site ou no local do evento.  Toda a programação da Casa do Lago é aberta ao público.

Confira aqui, a programação: cole-alb.com.br/programacao.html

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Fonte: Portal da Unicamp

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