ENEMEX recomenda o livro “O amante japonês”

(Por Maristela do Valle, ENEMEX_Cultura geral)

Mais do que contar a história de amor entre uma judia polonesa e o filho de um jardineiro japonês ao longo de 70 anos, “O amante japonês”, de Isabel Allende (Bertrand Brasil), narra fatos históricos marcantes e discute temas polêmicos, como aborto, preconceito, eutanásia, imigração e tráfico humano. Assim, fornece subsídios para os estudantes criarem argumentos bem elaborados nas redações do ENEM e dos Vestibulares, além de ajudá-los a se preparar para as provas de Humanidades desses exames.

Alma Mendel é uma judia polonesa que se muda para a casa dos tios em São Francisco aos oito anos de idade para escapar da Segunda Guerra Mundial. Ali constrói uma sólida amizade com Ishimei Fukuda, o filho do jardineiro da família, e o primo Nathaniel Belasco, seu futuro marido. Os dois meninos ajudam Alma a superar a saudade dos pais, que ficaram na Europa, e do irmão mais velho, que se torna soldado durante o grande conflito.

A trajetória de Alma ao longo dos anos é contada de forma dinâmica, mesclando presente e passado o tempo todo, o que prende o leitor a cada página. No começo do livro, Alma já tem mais de 80 anos e vive em uma casa de repouso. Ali recebe constantemente a visita do neto Seth e se aproxima da cuidadora Irina Bazili, uma jovem imigrante nascida na Moldávia com um misterioso passado.

Em uma trama repleta de surpresas, a consagrada escritora chilena Isabel Allende conta episódios marcantes da história contemporânea. Por exemplo, descreve o cotidiano dos campos de concentração criados pelos Estados Unidos após o famoso ataque a Pearl Harbor, durante a Segunda Guerra Mundial, para isolar os japoneses que viviam no país.

Também faz o leitor pensar sobre questões sociológicas e filosóficas, como o feminismo, a perspectiva da morte e a convivência com a dor.  “O amante japonês” é aquele tipo de livro que informa, emociona e estimula a reflexão por meio de uma leitura extremamente prazerosa.